Comandante do ELN propõe união de guerrilhas contra os EUA

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Antonio García, comandante do grupo guerrilheiro colombiano ELN, manifestou nesta quinta-feira (15) apoio à proposta de unir as guerrilhas do país em uma luta contra os Estados Unidos. Este posicionamento ocorre em meio a ameaças do presidente Donald Trump, que indicou a possibilidade de ataques a narcotraficantes na Colômbia. A declaração de García foi feita durante uma conversa com a AFP, destacando a seriedade da situação atual.

A proposta de unificação das guerrilhas foi inicialmente avançada por Iván Mordisco, líder da dissidência da extinta Farc, que convocou uma cúpula de comandantes guerrilheiros. A instabilidade na região aumentou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, levando a um clima de tensão entre os grupos armados que operam na fronteira entre Colômbia e Venezuela. Ambos os grupos armados, o ELN e o de Mordisco, têm denunciado os planos dos EUA como uma tentativa de apropriação dos recursos naturais colombianos.

Enquanto isso, o presidente colombiano, Gustavo Petro, inicialmente rejeitou as insinuações de Trump sobre ações militares na Colômbia, mas suavizou seu tom após uma conversa com o presidente americano. O governo colombiano e os EUA planejam ações conjuntas contra o ELN, o que pode trazer novas complicações à já delicada situação de segurança na região. A possibilidade de uma guerra aberta entre os guerrilheiros e os Estados Unidos levanta preocupações sobre o futuro da estabilidade na Colômbia e na América Latina como um todo.

Compartilhe esta notícia