STF nega acesso de Bolsonaro a YouTube enquanto está na prisão

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele tivesse acesso a uma televisão com conexão à internet durante sua detenção. Moraes justificou a decisão afirmando que não há respaldo legal para tal solicitação e que isso poderia resultar em práticas ilícitas. A negativa se deu em um contexto de segurança, considerando os riscos associados ao uso de dispositivos eletrônicos na prisão.

Na semana anterior, Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, manifestou seu descontentamento em relação a essa restrição, lamentando a impossibilidade de seu pai assistir a vídeos no YouTube. O ministro Moraes, ao negar o pedido, destacou que Bolsonaro ainda terá acesso a uma televisão com canais abertos, mesmo após ser transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Essa mudança de local ocorreu após um período de detenção na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpria pena desde novembro.

A decisão de Moraes não apenas reflete preocupações sobre segurança institucional, mas também indica a postura rigorosa do STF em relação a privilégios para detentos, especialmente aqueles com cargos políticos elevados. Além de negar o acesso à televisão com internet, o ministro aceitou pedidos da defesa que garantem assistência religiosa e participação em um programa de leitura para redução de pena. O desdobramento desta situação pode influenciar futuras decisões sobre direitos de presos em circunstâncias semelhantes.

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