Taiwan e Estados Unidos celebraram um acordo em 16 de janeiro de 2026, que reduzirá as tarifas sobre produtos de semicondutores de 20% para 15%. Essa medida visa fortalecer a posição de Taiwan como líder global na fabricação de chips de inteligência artificial, ao mesmo tempo em que procura aumentar os investimentos americanos na ilha. O primeiro-ministro taiwanês, Cho Jung-tai, elogiou o resultado das negociações, destacando a importância do setor para a economia global.
O pacto prevê que empresas taiwanesas de semicondutores invistam pelo menos US$ 250 bilhões nos Estados Unidos, com o objetivo de expandir suas capacidades em tecnologia avançada. O acordo também estabelece que a produção de chips será dividida em 85-15 entre Taiwan e os EUA até 2030, uma mudança significativa que pode impactar a cadeia de suprimentos global. Contudo, as preocupações com a segurança e a soberania da ilha aumentam, especialmente com a crescente pressão da China.
Além disso, o acordo precisa ser aprovado pelo Parlamento taiwanês, onde há receios sobre a manutenção da posição dominante do país no setor. A gigante TSMC, maior produtora mundial de microchips, já sinalizou interesse em expandir suas operações nos EUA. Com essa parceria, os Estados Unidos visam aumentar sua autossuficiência na produção de semicondutores, potencialmente alterando o equilíbrio do mercado global.

