Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol é condenado a cinco anos de prisão

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado a cinco anos de prisão por obstrução da justiça nesta sexta-feira, 16 de janeiro. A decisão judicial é um desdobramento de sua tentativa de impor a lei marcial em dezembro de 2024, o que provocou uma crise política e sua subsequente destituição. A promotoria havia solicitado uma pena maior, de dez anos, refletindo a gravidade das acusações contra o ex-líder conservador de 65 anos.

O tribunal de Seul também destacou que Yoon excluiu funcionários governamentais de reuniões cruciais e tentou evitar a prisão ao se esconder em sua residência. O juiz Baek Dae-hyun afirmou que a atitude do ex-presidente desrespeitou a Constituição, embora ele não tenha sido considerado culpado de falsificação de documentos devido à falta de provas. Essa condenação é apenas uma parte do amplo processo legal que Yoon enfrenta, incluindo acusações de insurreição que podem resultar em pena de morte.

A condenação de Yoon ocorre em um cenário de intensa polarização política e protestos em massa na Coreia do Sul. O ex-presidente defende que sua tentativa de lei marcial foi um exercício legítimo de poder presidencial, enquanto a promotoria argumenta que suas ações ameaçaram a ordem democrática do país. Com mais julgamentos pela frente, incluindo um potencial para uma pena severa, o futuro político de Yoon permanece incerto, em meio a um debate acirrado sobre os limites da autoridade presidencial.

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