Delegada é presa em SP por ligação com facção criminosa

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, uma delegada recém-empossada foi detida em São Paulo durante a Operação Serpens. A operação foi conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público, que investigam o envolvimento da delegada com uma organização criminosa de atuação interestadual. A profissional, que ainda estava em formação, foi acusada de participar de audiências de custódia como advogada de defesa de um membro da facção, prática considerada ilegal.

A investigação teve início a partir de mecanismos internos de controle da Polícia Civil, que identificaram indícios de irregularidades na conduta da delegada. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e em Marabá, no Pará, resultando na prisão da delegada e de um suposto integrante da facção. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, enfatizou a necessidade de rigor na seleção de agentes de segurança para evitar a contaminação do serviço público pelo crime organizado.

Com as prisões realizadas, as investigações continuam sob a supervisão da Polícia Civil e do Ministério Público, que buscam aprofundar as apurações e responsabilizar todos os envolvidos. O promotor Carlos Gaya destacou que não há evidências de que a organização criminosa tenha financiado a formação da delegada, mas a hipótese é que ela tenha sido cooptada ao longo do tempo. A situação levanta questões significativas sobre a integridade das instituições responsáveis pela segurança pública no estado de São Paulo.

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