O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, reduziu o prazo para a Polícia Federal ouvir os envolvidos no caso do Banco Master, de cinco para apenas dois dias. A decisão foi anunciada em 16 de janeiro de 2026, alterando a coleta de depoimentos inicialmente programada para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro. Essa mudança ocorre em meio a tensões entre Toffoli e a Polícia Federal a respeito da escolha de peritos para a investigação.
Na véspera da determinação, Toffoli havia indicado uma lista de quatro peritos da Polícia Federal para analisar bens apreendidos durante a operação do dia 14 de janeiro, que resultou na apreensão de veículos de luxo, dinheiro e armamentos. O ministro expressou sua frustração quanto à inércia da corporação, enfatizando que eventuais atrasos na execução das medidas decorrem da falta de ação da Polícia Federal, que não cumpriu uma ordem anterior de início da fase investigativa em um prazo definido.
As implicações da decisão de Toffoli podem impactar a celeridade das investigações do caso do Banco Master, cuja complexidade envolve a análise de bens e o depoimento de diversos envolvidos. A pressão sobre a Polícia Federal para que atue de maneira mais eficaz pode resultar em mudanças na forma como as investigações são conduzidas. O desdobramento deste caso seguirá sendo monitorado, especialmente em relação à eficácia da resposta da Polícia Federal às determinações judiciais.

