Simone Tebet, atual ministra do Planejamento, recebeu um convite do PSB para se candidatar em São Paulo, um estado crucial nas próximas eleições. Ela deve se encontrar com o presidente Lula no final deste mês para discutir sua possível candidatura e o papel que desempenhará na campanha eleitoral. A decisão de Tebet pode implicar em sua saída do MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos.
A estratégia do Palácio do Planalto é montar um palanque forte em São Paulo, que possui 33,5 milhões de eleitores, visando à reeleição de Lula. Aliados do presidente consideram Tebet um nome competitivo para a disputa, seja como candidata ao Senado ou vice-governadora. A ministra já demonstrou interesse em participar ativamente da campanha, embora sua permanência no MDB possa dificultar essa trajetória.
Caso Tebet decida deixar o MDB, ela terá o apoio do PSB, que busca ampliar sua presença no Senado e na Câmara. A ministra está em negociação com várias lideranças, e sua decisão dependerá de pesquisas eleitorais que estão sendo realizadas. A relação dela com o MDB, onde possui raízes familiares e políticas, pode complicar sua transição, mas a oportunidade de um novo partido pode ser atraente em função das circunstâncias eleitorais.

