Cubanos protestam em Havana contra ações dos EUA e apoio a Maduro

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Milhares de cubanos se reuniram em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Havana, no dia 16 de janeiro, para protestar contra a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e o assassinato de 32 policiais cubanos durante uma incursão americana na Venezuela. O ato, organizado pelo governo cubano, contou com a presença do presidente Miguel Díaz-Canel, que discursou para a multidão e expressou sua oposição às políticas dos EUA.

Os manifestantes agitaram bandeiras cubanas e entoaram o hino nacional, em um evento que culminou em uma marcha em homenagem aos policiais mortos. Díaz-Canel criticou a administração americana, chamando-a de responsável por uma era de barbaridade, e reafirmou seu compromisso com o diálogo, desde que seja baseado em igualdade e respeito mútuo. O protesto se deu em um contexto de crescente tensão entre Cuba e os Estados Unidos, especialmente após recentes declarações de líderes americanos sobre sanções e intervenções na região.

O assassinato dos policiais, que faziam parte da segurança de Maduro, intensifica a crise política na Venezuela e coloca em xeque as relações entre Cuba e os EUA. Especialistas alertam que as ações de Washington podem ter consequências severas para a economia cubana, que já enfrenta dificuldades, incluindo quedas de energia. O desdobramento desse evento poderá afetar não apenas a diplomacia entre os dois países, mas também a estabilidade regional.

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