O acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul será assinado em Assunção, e a sua avaliação mudou entre os países sul-americanos. O foco agora está na autonomia estratégica, influenciada pelas políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que geram preocupações sobre o intervencionismo norte-americano na região.
A percepção do tratado como uma oportunidade de reposicionamento se destaca em um contexto de crescente tensão geopolítica. Embora o acordo traga importantes implicações para a segurança e a autonomia da América do Sul, especialistas alertam que os benefícios econômicos diretos podem ser modestos, com a necessidade de uma política industrial ativa para mitigar a pressão da concorrência europeia.
Em suma, o acordo UE-Mercosul é visto como um instrumento para fortalecer a posição da América do Sul em um cenário global em transformação. No entanto, as expectativas sobre seu impacto econômico devem ser moderadas, enfatizando a importância de diversificação e cooperação em um mundo cada vez mais polarizado.

