O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, as investigações sobre fraudes no Banco Master por mais 60 dias, a pedido da Polícia Federal. Além disso, Toffoli solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente suas considerações sobre o andamento dos trabalhos. A decisão do ministro evidencia seu papel central no caso, já que ele é o relator da investigação.
Nos últimos dias, Toffoli tomou decisões controversas, como a determinação de que bens apreendidos em operações relacionadas ao caso fossem enviados à sede do STF. Ele também autorizou a realização de perícias nos materiais coletados e alterou o cronograma de interrogatórios, concentrando-os em um período mais curto, em uma sala de audiências no Supremo. Os depoimentos planejados incluíam o dono do Banco Master e outros investigados relevantes.
A nova prorrogação das investigações ressalta a interferência de Toffoli na condução do inquérito pela Polícia Federal. Vale lembrar que, em dezembro, o ministro já havia determinado que os depoimentos ocorressem na sede do STF e enviou perguntas sugeridas à delegada responsável. Essas intervenções indicam uma supervisão ativa e rigorosa sobre as investigações, o que pode impactar seu desfecho e as estratégias dos envolvidos.

