Receita Federal teme prolongamento de inquérito de Moraes sobre sigilo

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Auditores da Receita Federal estão alarmados com a nova investigação aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que apura a possível quebra de sigilo fiscal de membros da Corte. A investigação foi iniciada após reportagens revelarem vínculos de familiares de ministros com o Banco Master, que está sob suspeita na Operação Compliance Zero. Os auditores, em silêncio, temem que o processo siga o mesmo caminho do inquérito das fake news, iniciado em 2019 e ainda em andamento.

O inquérito de Moraes foi instaurado sem a solicitação de órgãos investigativos, como a Polícia Federal ou o Ministério Público. A Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) estão entre os órgãos que podem ser afetados pela investigação. O Supremo Tribunal Federal não forneceu detalhes sobre os motivos para a abertura do inquérito, e conversas reservadas entre auditores indicam uma comparação com o inquérito das fake news, que levou ao afastamento de auditores por suspeitas de irregularidades semelhantes.

Um auditor experiente expressou preocupação com a maneira como o inquérito foi iniciado, sugerindo que uma queixa formal deveria ter sido apresentada à Procuradoria-Geral da República. Ele ressalta que, se houver irregularidades, elas devem ser investigadas, mas critica a falta de critérios objetivos na abertura do inquérito. A inquietação entre os auditores é palpável, pois o prolongamento da investigação pode prejudicar suas funções e a credibilidade da Receita Federal.

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