Mercosul e UE assinam acordo de livre comércio em Assunção

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Neste sábado (17), o Mercosul e a União Europeia formalizarão um acordo de livre comércio em Assunção, Paraguai, criando uma das maiores zonas comerciais do mundo. A cerimônia acontece sem a presença do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que, apesar de ser um dos principais promotores do pacto, anunciou sua ausência a poucos dias do evento. O encontro é também um reflexo de um contexto internacional marcado por crescente protecionismo e tensões comerciais.

O acordo, que vem sendo negociado desde 1999, pretende eliminar tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral entre os blocos, beneficiando tanto as exportações da Europa quanto as da América do Sul. Enquanto os europeus veem oportunidades em produtos como automóveis e vinhos, os países do Mercosul estarão aptos a exportar carne, açúcar e soja para o mercado europeu. No entanto, o pacto enfrenta forte resistência de setores agrícolas europeus, que temem a concorrência desleal de produtos sul-americanos com normas de produção distintas.

As reações ao acordo variam, com protestos em diversos países europeus, incluindo França e Irlanda, onde agricultores se mobilizam contra as concessões feitas pela Comissão Europeia. Para que o pacto entre em vigor, ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos legislativos dos países do Mercosul. As preocupações sobre o impacto econômico, especialmente na Argentina, onde se estima uma possível perda de empregos na indústria, também permanecem um tema de debate crucial.

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