No último sábado, 17 de janeiro de 2026, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou o início do pagamento a investidores que possuíam Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente. O montante totaliza R$ 41 bilhões, representando aproximadamente um terço do caixa do FGC, que é de R$ 120 bilhões. Este ressarcimento marca a maior operação de liquidação de uma instituição financeira no Brasil até hoje, superando a quebra do Bamerindus em 1997.
Os investidores que têm direito ao ressarcimento foram notificados pelas instituições onde realizaram seus investimentos. Importante notar que o pagamento não será feito automaticamente; os investidores devem se cadastrar no aplicativo do FGC, onde o valor a receber será visualizado após a conclusão do processo. A correção dos valores será feita até a data da liquidação, mas não incluirá ajustes pela Selic ou inflação entre a liquidação e o pagamento.
A dúvida mais comum entre os investidores refere-se à ordem de recebimento dos valores. O FGC esclarece que não há prioridade com base no montante investido, sendo que aqueles que se cadastrarem primeiro terão acesso aos pagamentos antes. Esse processo requer a coleta de informações pessoais e a criação de uma senha para acesso ao aplicativo, evidenciando a necessidade de cautela contra possíveis fraudes.

