Polícia Federal quebra sigilo de 101 investigados no caso Banco Master

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal (PF) realizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades vinculadas ao caso do Banco Master, conforme autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A decisão, divulgada no dia 16 de janeiro de 2026, se refere a movimentações financeiras ocorridas entre 20 e 21 de outubro de 2025. A solicitação da PF foi respaldada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), destacando a gravidade das investigações.

Os indícios levantados nas apurações incluem a prática de crimes como gestão fraudulenta de instituições financeiras, induzimento a erro de investidores, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Toffoli enfatizou que as investigações são mais abrangentes do que as da Operação Compliance Zero, e determinou o sequestro e bloqueio de bens de 38 investigados, cujos valores podem alcançar R$ 5,77 bilhões. Entre os alvos estão o proprietário do Banco Master e seu cunhado, que são figuras centrais nas operações financeiras irregulares.

As revelações sobre os vínculos entre os investigados e o sistema de regulação do mercado de capitais levantam preocupações sobre a integridade das instituições financeiras no Brasil. O caso também envolve implicações para a família do ministro Toffoli, que, embora não tenha participação direta, frequenta um resort associado a um dos investigados. A continuidade das investigações poderá trazer à tona novos desdobramentos e responsabilizações dentro deste esquema complexo de fraudes.

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