No último sábado, 17 de janeiro de 2026, o Mercosul e a União Europeia firmaram um acordo de livre comércio em Assunção, Paraguai. A cerimônia contou com a presença de líderes importantes, incluindo os presidentes do Mercosul e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Este tratado é considerado um marco, criando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, com potencial significativo para as exportações brasileiras, especialmente no agronegócio.
O acordo, que levou 26 anos para ser formalizado, prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre as duas regiões, abrangendo um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas. A expectativa é que, nos próximos dez anos, o tratado injete aproximadamente R$ 37 bilhões na economia brasileira. Todavia, a entrada em vigor do acordo está condicionada à aprovação do Parlamento Europeu e dos congressos dos países do Mercosul, o que pode apresentar desafios significativos, especialmente por conta das preocupações levantadas por agricultores europeus.
Os desdobramentos do acordo podem ter implicações profundas para as relações comerciais globais, destacando a importância geopolítica da colaboração entre o Mercosul e a União Europeia. Especialistas apontam que, enquanto alguns países da UE defendem o tratado como uma forma de revitalizar suas economias, outros temem que isso possa prejudicar suas agriculturas. Assim, o futuro do acordo dependerá não apenas da aprovação legislativa, mas também da capacidade de ambas as partes de equilibrar interesses econômicos e ambientais.

