Os protestos contra a guerra do Iraque mostraram que a mobilização popular pode ser eficaz. Em 2004, o general Anthony Zinni fez uma comparação alarmante ao afirmar que já havia visto essa situação no Vietnã. Um ano após a declaração de ‘missão cumprida’ de George W. Bush, a guerra se transformou em um pesadelo, com o aumento da insurgência e escândalos como o de Abu Ghraib, levando a maioria dos americanos a considerá-la um erro.
Até o verão de 2005, o apoio público à guerra continuou a cair à medida que o Iraque mergulhava em uma guerra civil. Os democratas, ao se opor à guerra, conseguiram vitórias significativas nas eleições de meio de mandato de 2006, resultando na formação de um grupo bipartidário que concluiu a necessidade de encerrar o conflito. A eleição de Barack Obama, que cumpriu sua promessa de retirar as tropas, foi um marco importante nesse processo, embora as forças dos EUA tenham retornado para combater o Estado Islâmico mais tarde.
Este histórico serve como um alerta sobre a necessidade de um novo movimento anti-guerra nos Estados Unidos. A mobilização popular pode novamente desempenhar um papel crucial na prevenção de novos conflitos e na promoção de uma política externa mais pacífica. A experiência passada ensina que a pressão pública pode influenciar decisões governamentais, tornando essencial o engajamento da sociedade civil nesse debate.

