O Irã anunciou o restabelecimento parcial do acesso à internet, dez dias após o bloqueio imposto em 8 de janeiro, em resposta a protestos em massa no país. A informação foi divulgada por uma organização de cibersegurança neste domingo, 18 de janeiro, destacando a importância do retorno dos serviços online para a comunicação e mobilização dos cidadãos.
De acordo com a Netblocks, a restauração inclui o acesso a plataformas como o Google, embora com um nível elevado de filtragem. Essa situação sugere que as autoridades iranianas estão buscando controlar a informação e limitar a liberdade de expressão, mesmo com a reabertura parcial da rede. Os dados de tráfego confirmam o aumento na utilização de alguns serviços, mas a restrição ainda persiste.
As implicações dessa medida são significativas, pois refletem a contínua tensão entre o governo e a população, que clama por mudanças. A restauração parcial da internet pode ser vista como uma tentativa do governo de aliviar a pressão interna, enquanto mantém o controle sobre a informação disponível. Observadores internacionais monitoram a situação, esperando que a liberdade de expressão no Irã seja respeitada.

