Os incêndios florestais que devastaram o sul do Chile no domingo (18) resultaram em pelo menos 19 mortes e milhares de evacuações. As regiões de Ñuble e Biobío, localizadas a cerca de 500 km ao sul de Santiago, enfrentam condições extremas com altas temperaturas e ventos fortes, complicando os esforços de contenção. O presidente Gabriel Boric anunciou um toque de recolher nas áreas mais afetadas, como Lirquén e Penco, para garantir a segurança da população.
Bombeiros e militares estão mobilizados para combater os 14 focos de incêndio ativos, com cerca de 3.700 profissionais envolvidos. O ministro da Segurança, Luis Cordero, atualizou o número de mortos e destacou a gravidade da situação, com 325 casas destruídas e mais de 1.000 danificadas. As condições climáticas adversas devem persistir, dificultando ainda mais o controle das chamas e aumentando a preocupação com novos incêndios.
O governo chileno declara estado de catástrofe nas regiões afetadas, permitindo que as Forças Armadas assumam o controle. A tragédia evidencia a necessidade de ações eficazes em resposta a desastres naturais recorrentes no país. Com a situação ainda em desenvolvimento, a colaboração entre autoridades e a população será crucial para enfrentar as consequências dessa calamidade.

