O mercado financeiro revisou para baixo as expectativas de inflação no Brasil, projetando um índice de 4,02% para 2026, conforme divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 19 de janeiro. Esta nova estimativa é inferior às previsões de 4,05% e 4,06% feitas nas semanas anteriores, refletindo uma tendência de estabilização nas expectativas inflacionárias.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é utilizado como referência para a inflação oficial do país, e as projeções para os anos seguintes, 2027 e 2028, permanecem inalteradas em 3,80% e 3,50%, respectivamente. A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que permite um limite entre 1,5% e 4,5%.
A redução nas expectativas de inflação pode impactar as decisões de política monetária e as taxas de juros no Brasil. Atualmente, a taxa Selic está em 15%, e as previsões indicam uma possível queda para 10,50% em 2027, o que pode estimular a economia e o consumo. Com um crescimento projetado de 1,80% para o PIB em 2026, a dinâmica econômica poderá ser influenciada por esta nova realidade inflacionária.

