Itália defende diálogo e rejeita represálias aos EUA por tarifas

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Em 19 de janeiro, o governo da Itália se posicionou contra a aplicação de represálias pela União Europeia aos Estados Unidos, em razão das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. O ministro da Defesa, Guido Crosetto, afirmou que não é o momento de adotar posturas extremas, destacando a importância da aliança entre os países ocidentais ao longo de 76 anos. Ele argumentou que intensificar o conflito apenas levaria a um desastre entre aliados.

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, também se manifestou, alertando que uma guerra comercial beneficiaria apenas potências como China e Rússia. Tajani ressaltou a necessidade de um diálogo construtivo entre a Europa e os Estados Unidos, classificando como erradas tanto as tarifas americanas quanto qualquer resposta retaliatória por parte da Europa. Ele destacou que a unidade ocidental é crucial, e que o confronto deve ser evitado.

A situação surge em meio a ameaças de Trump de anexar a Groenlândia, um território da Dinamarca, e a imposição de tarifas adicionais sobre diversos países europeus. A Itália, ao enfatizar a importância do diálogo, busca uma abordagem que preserve as relações transatlânticas e evite um conflito que poderia ter repercussões negativas para todos os envolvidos. A postura italiana reflete um desejo de cooperação em tempos de tensão política internacional.

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