O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) estimou que a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) apresenta uma defasagem média de 157,22% para o ano de 2025. Este cálculo considera a inflação acumulada desde 1996, quando o reajuste automático foi encerrado. O dado foi divulgado após a apresentação da inflação oficial do Brasil, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 4,26%.
A defasagem impacta diretamente a tributação dos contribuintes, pois, caso a tabela fosse corrigida, apenas aqueles com rendimentos mensais brutos acima de R$ 6.694,37 seriam tributados. O presidente do Sindifisco, Dão Real, destacou que a isenção para rendimentos até R$ 5.000 é uma conquista, mas ainda há diferenças significativas que penalizam a classe média. Segundo simulações, contribuintes com renda mensal de R$ 6.500 podem pagar R$ 535,04 a mais em impostos devido à falta de correção.
O Sindifisco alertou que a persistência da defasagem gera um efeito arrasto, onde rendimentos que apenas acompanham a inflação são tributados a alíquotas elevadas. A entidade defende que a correção da tabela do IRPF é essencial para promover a justiça tributária e evitar que a carga tributária continue a aumentar de forma implícita. A falta de correções abrangentes pode resultar em consequências negativas para os contribuintes de renda mais baixa, que já enfrentam dificuldades financeiras.

