STF converte prisão de suspeito de fraudes no INSS para domiciliar

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu converter em domiciliar a prisão preventiva de Silvio Feitoza, um dos alvos da investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. Feitoza, que se encontra preso desde dezembro de 2025, é acusado de gerir um esquema que desviou milhões de reais de aposentados por meio de descontos fraudulentos em suas mensalidades. A conversão da prisão deve-se ao seu estado de saúde debilitado, diagnosticado com isquemia miocárdica grave, exigindo cuidados médicos especiais.

As investigações, que fazem parte da Operação Sem Desconto, revelam que mais de 4,1 milhões de aposentados podem ter sido vítimas de descontos indevidos. O governo já tomou medidas para ressarcir essas vítimas, tendo desembolsado mais de R$ 2,1 bilhões até o final de 2025. Diversas associações e indivíduos estão sob investigação, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais responsáveis pelos desvios financeiros.

Com a conversão da prisão para regime domiciliar, Feitoza deverá cumprir suas obrigações legais em casa, utilizando tornozeleira eletrônica. A medida reflete as preocupações com sua saúde, mas também levanta questões sobre a eficácia das investigações em curso. À medida que a Polícia Federal avança nas apurações, o desdobramento das fraudes e as consequências para os envolvidos se tornam cada vez mais relevantes para a sociedade e o sistema previdenciário brasileiro.

Compartilhe esta notícia