O fundo Hans 95, sob administração da Reag, alcançou uma impressionante valorização de 139.999.900% entre 2019 e 2025, com o preço da cota passando de 1.000 reais para 1,4 bilhão de reais. Esse crescimento exponencial foi especialmente notável em 2019, quando o valor da cota disparou para 70,7 milhões de reais, representando um aumento de 7.073.900% em apenas um ano.
As informações sobre o fundo foram consultadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e revelam que, até o final de 2021, o patrimônio líquido do Hans 95 era de 3 bilhões de reais, com uma grande parte do capital investido em fundos multimercados. Contudo, a rentabilidade média desses fundos ficou em 494% entre 2009 e 2026, muito abaixo do desempenho do Hans 95, levantando questões sobre a sustentabilidade desse crescimento.
Além disso, o fundo Hans 95 está na mira da Operação Carbono Oculto, que investiga fraudes financeiras associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2024, o fundo detinha 123 milhões de reais em Certificados de Depósitos Bancários do Banco Master. Reag e Banco Master não responderam aos pedidos de comentário sobre a situação, o que mantém o caso cercado de incertezas.

