O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou uma redução na projeção de crescimento da economia brasileira para 2026, que agora é estimada em 1,6%. A decisão, divulgada nesta segunda-feira, está diretamente ligada à política monetária restritiva adotada pelo Brasil para conter a inflação, que continua a impactar negativamente o desempenho econômico do país.
Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, o Brasil foi uma das poucas grandes economias a registrar uma revisão negativa nas previsões para 2026. Enquanto o crescimento global foi elevado, o desempenho brasileiro ficou aquém, refletindo os efeitos duradouros do aperto monetário, que mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. Embora haja uma leve expectativa de melhora nas projeções de crescimento para 2025 e 2027, os altos juros seguem como um obstáculo significativo para a recuperação econômica.
O FMI também ressalta que o Brasil apresenta um desempenho inferior à média da América Latina, que deve crescer 2,2% em 2026. A análise indica que, mesmo com uma perspectiva global mais otimista, a economia brasileira enfrenta desafios consideráveis, com a política monetária restritiva ainda limitando a atividade econômica no curto prazo e exigindo cautela em relação ao futuro.

