A CropLife Brasil emitiu um alerta sobre o crescente problema de produtos falsificados no mercado de insumos agrícolas, especialmente em São Paulo. A entidade estima que aproximadamente 25% dos defensivos e 30% das sementes disponíveis no país são de origem desconhecida, o que representa um risco significativo para a saúde humana e o meio ambiente. O uso desses itens ilegais pode resultar em severas perdas de produtividade e consequências legais para os produtores rurais.
O impacto econômico da pirataria é alarmante, com o setor de cultivo de soja contabilizando prejuízos anuais que chegam a R$ 10 bilhões. No Rio Grande do Sul, a situação é ainda mais crítica, com 28% das sementes sendo ilegais, índice que supera a média nacional de 11%. A CropLife observa que a incidência de produtos não registrados tende a aumentar em épocas de pressão climática e surtos de doenças, oferecendo alternativas de custo reduzido que podem prejudicar ainda mais os agricultores.
Para combater esse problema, a CropLife recomenda que os compradores verifiquem cuidadosamente a procedência dos insumos, levando em conta o local de venda, o preço e as condições da embalagem. É fundamental que defensivos químicos sejam acompanhados de receita agronômica e nota fiscal, além de conter rótulos em português e lacres de segurança. A conscientização sobre esses fatores é essencial para proteger tanto a saúde dos consumidores quanto a integridade do mercado agrícola.

