Estudo da Anfavea alerta para perda de 69 mil empregos na indústria automotiva

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Um estudo recente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revela que a transição da produção automotiva completa para a montagem de kits importados pode gerar a eliminação de 69 mil empregos diretos no Brasil, além de impactar 227 mil postos de trabalho indiretos ao longo da cadeia produtiva. A pesquisa enfatiza que a adoção dos regimes CKD e SKD não só afeta a quantidade de empregos, mas também compromete a indústria de autopeças e as exportações de veículos do país.

A Anfavea estima perdas econômicas significativas com a mudança, incluindo até R$ 103 bilhões para os fabricantes de autopeças e uma redução de R$ 26 bilhões na arrecadação de tributos em um único ano. As montadoras tradicionais, como Toyota, General Motors e Volkswagen, expressaram preocupações sobre a competição desleal criada por incentivos à montagem em alta escala, que poderiam desestabilizar a indústria local. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, defende que um ambiente competitivo justo é essencial para a sobrevivência da indústria nacional.

Com o término iminente do sistema de cotas para importações de CKD e SKD, a Anfavea intensifica a pressão sobre o governo federal para não renovar as isenções fiscais que beneficiam a montagem de veículos elétricos e híbridos. Em um manifesto, a associação argumenta que essas isenções podem parecer vantajosas a curto prazo, mas não contribuem para o fortalecimento da indústria local. A situação levanta preocupações sobre o futuro da indústria automotiva no Brasil e a necessidade de um debate mais amplo sobre políticas que garantam a competitividade e o desenvolvimento sustentável do setor.

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