O governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, foi vaiado durante uma cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras em Rio Grande, na terça-feira, 20 de janeiro. A vaia ocorreu quando seu nome foi mencionado pela prefeita Darlene Pereira e se intensificou ao iniciar seu discurso ao microfone, ao lado do presidente Lula. O desconforto no evento destacou a polarização política que ainda permeia o estado.
Em sua fala, Leite fez um apelo por respeito, afirmando que, apesar das diferenças, ele e o presidente foram eleitos pelo mesmo povo. O governador ressaltou a importância de trabalhar em conjunto pelo bem do estado e do Brasil, mesmo em tempos de divergências políticas. Ele enfatizou que a hostilidade não levaria a um progresso significativo e que a união é essencial para a reconstrução do país.
A situação reflete a disputa interna pelo apoio em sua base política, já que o PSD, partido de Leite, considera apoiar outros candidatos na próxima eleição presidencial. As vaias podem ter implicações não apenas para a imagem de Leite, mas também para a sua posição nas futuras disputas eleitorais, especialmente em um cenário político cada vez mais fragmentado.

