A Noruega decidiu não participar do ‘Conselho de Paz’ idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme anunciado pelo gabinete do primeiro-ministro norueguês nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. A frustração de Trump se deve ao fato de o país nórdico não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, que foi concedido a outra figura política. Essa recusa reflete uma clara posição da Noruega em relação à proposta de paz dos EUA.
A proposta de Trump visava inicialmente supervisionar a reconstrução de Gaza após o conflito com o Hamas, mas o esboço sugere uma iniciativa mais ampla para resolver conflitos armados globalmente. O secretário de Estado norueguês, Kristoffer Thoner, mencionou a necessidade de um diálogo mais aprofundado com os Estados Unidos antes de qualquer participação. Ele enfatizou que a Noruega defende o multilateralismo e a cooperação através de instituições como a ONU.
Embora a Noruega tenha rejeitado a participação no conselho, Thoner destacou que o país compartilha os objetivos de paz de Trump em regiões como a Ucrânia e Gaza. A decisão de não aderir ao conselho surge após Trump declarar que não se sente mais obrigado a focar apenas na paz, uma vez que o Prêmio Nobel foi concedido a outra pessoa. O primeiro-ministro norueguês também lembrou que a atribuição do Nobel é feita por um comitê independente, e não pelo governo da Noruega.

