Veteranos dinamarqueses, que serviram ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão, manifestam sua indignação em relação às ameaças do presidente Donald Trump de anexar a Groenlândia, um território dinamarquês. O ex-comandante de pelotão Martin Tamm Andersen e outros veteranos expressam que essa postura é uma traição à aliança militar e ao compromisso mútuo entre os países, especialmente considerando o sacrifício feito em guerras anteriores.
A crescente retórica de Trump tem gerado uma onda de tristeza e preocupação entre os dinamarqueses, que se sentem desrespeitados após anos de parceria na OTAN. Andersen, ao relembrar suas experiências de combate, destaca que a amizade construída com os militares americanos é valiosa, e a ameaça atual prejudica essa relação. O primeiro-ministro da Dinamarca também enfatiza que essa situação poderia comprometer a segurança europeia em um contexto de agressões externas.
Os veteranos argumentam que a Dinamarca tem a capacidade e a disposição de proteger seus interesses no Ártico, e que a presença militar dos EUA já é garantida por acordos anteriores. Eles expressam um desejo de que a aliança entre os países seja restaurada e que seus laços históricos sejam respeitados. A situação atual levanta questionamentos sobre o futuro das relações transatlânticas e a confiança entre aliados, especialmente em tempos de incerteza geopolítica.

