O Parlamento Europeu decidiu contestar judicialmente o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, gerando novas incertezas comerciais em um momento crítico, em que tarifas entre Estados Unidos e Europa estão em ascensão. A decisão reflete pressões políticas internas e a resistência de agricultores europeus, especialmente em países como França, Polônia e Irlanda, que temem a concorrência de produtos sul-americanos.
O setor agroalimentar é o principal foco de resistência, com agricultores alegando competição desleal devido a diferenças regulatórias e ambientais. Essa situação tem atrasado o avanço do acordo, que estava prestes a ser votado, congelando as perspectivas otimistas para empresas brasileiras, principalmente aquelas voltadas para exportação de alimentos. Especialistas apontam que a falta de acordo pode resultar em perdas significativas tanto para a Europa quanto para o Brasil.
Além de impactar as expectativas de investimento e receita, o impasse pode frustrar o otimismo de alguns setores na Europa e reduzir a chance de importação de produtos mais baratos no Brasil, o que ajudaria a aliviar a inflação doméstica. Neste cenário, outras economias, como China e Japão, podem se beneficiar ao ocupar os espaços comerciais deixados pela incerteza, enquanto investidores começam a reavaliar os riscos inflacionários.

