A economia brasileira deve iniciar 2026 com um cenário de crescimento desigual no consumo. O setor de serviços está projetado para crescer 3,0% no primeiro trimestre, em contraste com uma leve retração de 0,48% no varejo de bens, conforme estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e da FIA Business School. Essa dinâmica reflete um ajuste no comportamento das famílias, que estão priorizando conveniência e experiência em suas compras.
De acordo com Claudio Felisoni, presidente do Ibevar, as famílias estão reduzindo a aquisição de bens físicos, especialmente os duráveis, em favor de serviços que proporcionam maior valor agregado. O estudo utiliza métodos econométricos e análises preditivas, considerando variáveis como renda real e juros, para estimar essas tendências de consumo. Enquanto segmentos como farmacêuticos e vestuário mostram crescimento, bens duráveis enfrentam dificuldades devido a fatores econômicos adversos.
Os serviços, por sua vez, são impulsionados por um aumento no uso de aplicativos de delivery e transporte, refletindo um retorno ao consumo experiencial. Contudo, setores tradicionais como cinema e streaming estão em retração, sugerindo uma transformação contínua nas preferências dos consumidores. Esse cenário poderá impactar diversas áreas da economia, exigindo adaptações por parte dos varejistas e prestadores de serviços.

