Destituição de coordenadora do PIB gera crise no IBGE

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A recente decisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de destituir Rebeca Palis do cargo de coordenadora de Contas Nacionais, responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), provocou forte reação entre servidores e economistas. O anúncio da troca ocorreu na noite de 19 de janeiro de 2026 e foi recebido com surpresa, especialmente considerando a importância da função em um momento de revisão crítica do Sistema de Contas do Brasil.

Palis, que ocupou a coordenação por 11 anos, não recebeu justificativas para sua exoneração, o que suscitou incertezas sobre a continuidade do trabalho e a credibilidade do IBGE. Especialistas, como o economista-chefe da Ativa Investimentos, expressaram preocupações de que a mudança poderia elevar a incerteza nas contas públicas. A nova gestão, liderada por Ricardo Montes de Moraes, enfrenta desafios significativos, especialmente em meio a acusações de autoritarismo e retaliação por parte da administração atual.

O ex-presidente do IBGE, Roberto Olinto, alertou que a substituição de Palis em um momento tão delicado pode aprofundar a crise institucional que o instituto já enfrenta. Ele destacou a necessidade de uma transição cuidadosa e ressaltou que a credibilidade do IBGE está em risco devido às constantes crises. A manutenção do respeito e da confiança no trabalho do instituto será crucial para evitar futuros questionamentos e assegurar a integridade dos dados produzidos.

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