Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, resultando em um aumento do custo para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no caso do Banco Master, que deve subir de R$ 40,6 bilhões para aproximadamente R$ 47 bilhões. Essa medida se tornou necessária após a Mastercard suspender o processamento de compras realizadas por cartões de crédito do Will Bank, indicando um esgotamento dos recursos da instituição financeira.
Anteriormente, em novembro de 2025, o Will Bank havia sido poupado da liquidação quando o Banco Central decidiu intervir no Banco Master, seu controlador, com a expectativa de uma venda. No entanto, a proposta de um fundo interessado na compra, que condicionava a operação a um aporte significativo do FGC, não avançou, pois essa solução era inviável. A suspensão dos serviços pela Mastercard foi o fator decisivo que levou à liquidação, conforme indicado pelo Banco Central.
O FGC, agora, deverá desembolsar cerca de R$ 6,5 bilhões para garantir os depósitos dos investidores do Will Bank. As estimativas iniciais apontam que parte desse valor já está inclusa no total anterior de R$ 40,6 bilhões, enquanto os R$ 6,5 bilhões adicionais se referem a investimentos antes da incorporação do Will Bank pelo Banco Master. O processo para a definição do valor final pode levar até 30 dias, dependendo da complexidade da situação.

