A tenista bielorrussa Aryna Sabalenka, atual número 1 do tênis feminino, afirmou que não quer discutir questões políticas em meio à controvérsia sobre a participação de jogadoras russas e bielorrussas em torneios. A declaração foi feita após a ucraniana Oleksandra Oliynykova, que vive a realidade do conflito em seu país, pedir a exclusão dessas atletas, considerando injusto que competem sob bandeira neutra. O incidente ocorreu durante o Aberto da Austrália, onde Oliynykova também se manifestou ao usar uma camisa com uma mensagem de apoio às mulheres e crianças ucranianas.
Oliynykova, que teve seu pai lutando na linha de frente do conflito, expressou sua insatisfação com a participação das jogadoras russas e bielorrussas, ressaltando que essa situação distorce a imagem do esporte. Em resposta, Sabalenka enfatizou que o tênis não deve se misturar com a política e reiterou seu desejo por paz, destacando que seu foco é apenas o desempenho esportivo. A polêmica ganha contornos mais profundos, pois outras tenistas ucranianas, como Marta Kostyuk e Elina Svitolina, também se manifestaram contra a presença de jogadoras de países aliados à Rússia.
O debate sobre a presença de atletas de Belarus e Rússia em competições internacionais é complexo e reflete as tensões geopolíticas atuais. A posição de Sabalenka, que se recusa a se envolver em discussões políticas, contrasta com as experiências diretas de suas colegas ucranianas, que enfrentam a guerra em suas vidas diárias. Assim, as interações entre política e esporte continuam a ser um tema delicado, exigindo uma reflexão cuidadosa sobre as responsabilidades dos atletas em tempos de conflito.

