Três treinadores da equipe masculina de salto de esqui da Noruega foram suspensos por 18 meses após um grave escândalo de fraude, que veio à tona durante o Campeonato Mundial de Esqui Nórdico em Trondheim. A Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) tomou a decisão em 15 de janeiro de 2026, após descobrir que os trajes de competição estavam sendo manipulados para melhorar a performance dos atletas, prática proibida nas competições.
As investigações revelaram que os trajes eram alterados sob a supervisão do técnico principal, com o objetivo de aumentar a sustentação dos saltadores, o que levou à desclassificação de dois atletas e à anulação de resultados. Apesar da severidade das sanções aplicadas à comissão técnica, os atletas Marius Lindvik e Johann André Forfang conseguiram aceitar suspensões mais curtas, o que os permite competir nas próximas Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina.
O caso não apenas abalou a reputação da equipe norueguesa, mas também teve repercussões financeiras significativas para o evento em Trondheim, que enfrentou um déficit milionário. Para restaurar sua imagem, a Noruega nomeou um novo técnico e a FIS implementou regras mais rigorosas de controle de equipamentos, visando garantir a integridade das competições olímpicas futuras.

