Farah Pahlavi, viúva do último xá do Irã, declarou que o país se encontra em um caminho sem retorno após a recente onda de protestos contra o regime islâmico. Em entrevista à agência France-Press, realizada em Paris no dia 21 de janeiro, ela expressou convicção de que os iranianos sairão vencedores desse confronto desigual, enfatizando que a libertação do povo é o mais importante.
A ex-imperatriz, que vive no exílio desde 1979, afirmou ter recusado diversas entrevistas, mas sentiu a necessidade de se dirigir ao mundo, destacando que a luta atual é liderada por jovens e mulheres. Ela ressaltou que o movimento de protesto, embora tenha enfrentado repressão e bloqueios, continua ativo e essencial para a liberdade do Irã, afirmando que a tragédia dos sacrifícios feitos pela população conduz à vitória.
Farah Pahlavi também mencionou que sua vitória pessoal não é o objetivo principal; em vez disso, ela vê a luta do povo iraniano como uma luta pela paz e estabilidade mundial. Segundo dados da Human Rights Activists News Agency, a repressão resultou em milhares de mortes, refletindo a gravidade da situação e a determinação dos manifestantes em buscar uma mudança significativa no país.

