Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo após ser alvo de investigações da Polícia Civil sobre saques irregulares nas contas do clube. Os saques, que somam R$ 11 milhões, foram realizados entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, gerando suspeitas de uma associação criminosa ligada à administração do clube.
As investigações revelaram que os saques eram considerados atípicos e foram feitos de forma a dificultar o rastreamento do dinheiro. Além de Casares, sua ex-mulher e filha estão sendo investigadas por depósitos em suas contas que levantam suspeitas de ligação com os saques. O Ministério Público também se envolveu em duas frentes de investigação, uma sobre o desvio de verba e outra sobre a gestão financeira do clube.
A renúncia de Casares ocorre em um contexto de crescente pressão e denúncias que culminaram na sua saída do cargo. A força-tarefa criada pelo Ministério Público visa acelerar as investigações, enquanto Casares defende sua inocência, alegando que as acusações carecem de provas substanciais. O desdobramento deste caso poderá impactar significativamente a reputação e a gestão do São Paulo.

