Julgamento de ativistas pró-democracia de Hong Kong começa nesta quinta-feira

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O julgamento de três ativistas pró-democracia de Hong Kong, Chow Hang-tung, Lee Cheuk-yan e Albert Ho, está agendado para começar nesta quinta-feira. Eles são acusados de incitar subversão, uma acusação que surge em meio a um ambiente de repressão política acentuada na região. Os ativistas organizaram uma vigília anual em memória do massacre da Praça Tiananmen, que ocorreu em 1989, e essa ação é vista como uma provocação direta às autoridades locais e a Pequim.

O caso é considerado um dos mais proeminentes relacionados à segurança nacional desde a imposição da lei em Hong Kong em 2020. A legislação, criticada por sua natureza repressiva, apresenta uma taxa de condenação próxima a 100%, o que levanta preocupações sobre a imparcialidade do sistema judicial na cidade. Caso sejam condenados, os três podem enfrentar penas de até 10 anos de prisão, o que representa uma grave ameaça à liberdade de expressão e ao ativismo político na região.

As implicações desse julgamento são significativas, não apenas para os acusados, mas também para o futuro do ativismo e da dissidência em Hong Kong. A repressão intensificada e os processos judiciais contra figuras públicas podem desestimular a participação cívica e a luta por direitos democráticos. O desdobramento deste caso será observado de perto, tanto por cidadãos locais quanto por organizações internacionais que defendem os direitos humanos.

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