A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) comemorou o reajuste de 5,4% no piso salarial nacional do magistério, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo valor, que será de R$ 5.130,63 a partir de 2026, representa um avanço significativo para a categoria, que luta pela valorização da educação pública no Brasil. Contudo, a presidente da CNTE, Fátima Silva, destacou que o país ainda se encontra entre os piores em termos de remuneração de professores, conforme dados da OCDE.
A medida provisória que estabelece o reajuste foi discutida amplamente no Fórum Permanente do Piso, buscando garantir previsibilidade e sustentabilidade orçamentária. Apesar do apoio da CNTE, prefeitos de diversos municípios, representados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), contestaram a decisão. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alertou que o impacto financeiro do reajuste pode chegar a R$ 8 bilhões, o que comprometeria a capacidade fiscal das prefeituras.
Os prefeitos argumentam que aumentos salariais devem ser negociados considerando as condições orçamentárias de cada município, conforme preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) também expressou preocupações, ressaltando a necessidade de recursos da União para suportar os impactos do reajuste. A medida provisória, que entra em vigor imediatamente, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva.

