Um estudo recente indica que a utilização de medicamentos para tratamento do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) no Reino Unido aumentou em três vezes na última década. O crescimento é ainda mais acentuado entre mulheres com mais de 25 anos, que apresentaram uma elevação de 20 vezes no uso desses remédios. A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade de Oxford, que analisaram registros eletrônicos de saúde de cinco países europeus.
O estudo comparou a prevalência do uso de medicamentos para TDAH entre adultos e crianças com idade acima de três anos em países como Bélgica, Alemanha, Países Baixos e Espanha. Os resultados revelam que o Reino Unido teve o maior aumento relativo entre os cinco países analisados. Essa tendência pode refletir uma maior conscientização e diagnóstico do TDAH, especialmente entre mulheres adultas, que historicamente têm sido subdiagnosticadas.
As implicações desse aumento no uso de medicamentos para TDAH são relevantes, pois apontam para a necessidade de uma abordagem mais abrangente na saúde mental. Com o aumento da prescrição, pode haver um debate crescente sobre as práticas de diagnóstico e tratamento do TDAH, além de um foco na educação e suporte para aqueles afetados pelo transtorno. O estudo destaca a importância de políticas de saúde pública que abordem questões de saúde mental de forma eficaz.

