A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi convidada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para visitar Washington em data a ser definida. Essa visita marcará a primeira vez em mais de 25 anos que um governante venezuelano viaja oficialmente aos EUA, exceto por participações em reuniões da ONU. O convite ocorre em um contexto de crescente diálogo entre os dois países, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação americana.
Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a detenção de Maduro, tem buscado reestabelecer relações diplomáticas com os EUA e já fez concessões, como acordos em setores petrolíferos. O governo americano, por sua vez, observa com cautela as ações de Rodríguez, que enfrenta sanções e pressões, incluindo o congelamento de bens. A situação na Venezuela, marcada por uma grave crise econômica, torna a visita ainda mais significativa, pois a recuperação do setor de petróleo é crucial para o país.
As implicações dessa aproximação podem ser profundas, tanto para a política interna venezuelana quanto para a relação dos EUA com a América Latina. A administração Trump busca evitar erros do passado e manter canais de diálogo, mesmo diante da resistência do partido de Maduro. A liberdade de presos políticos e o fortalecimento das instituições serão temas centrais nas discussões, conforme a Venezuela tenta se reposicionar no cenário internacional.

