Acordo Mercosul-União Europeia enfrenta novas barreiras institucionais

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Dias após a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia no Paraguai, o Parlamento Europeu decidiu judicializar a questão, o que pode resultar em um congelamento do tratado por até dois anos. A presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, havia celebrado o acordo como um marco nas relações entre os continentes, mas a nova decisão levanta dúvidas sobre a implementação do que poderia ser a maior zona de livre comércio do mundo.

O acordo, que levou mais de 25 anos de negociações, enfrenta agora um cenário de incertezas devido à análise judicial do Parlamento Europeu. Especialistas em relações internacionais alertam que essa paralisia institucional pode comprometer a confiança do Mercosul, evidenciando a fragilidade da Europa em cumprir promessas comerciais. A situação destaca a tensão entre a retórica de livre comércio da União Europeia e as barreiras protecionistas que limitam a competitividade do Mercosul no mercado europeu.

As implicações deste impasse são significativas, pois a paralisia pode atrasar o cronograma de implementação do acordo e causar danos à credibilidade de líderes europeus. A professora Regiane Bressan ressalta que mudanças políticas nos próximos dois anos podem alterar as prioridades econômicas e esgotar a paciência do Mercosul. Assim, a expectativa de um comércio mais robusto entre os dois blocos torna-se incerta, refletindo as complexidades das relações internacionais contemporâneas.

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