Japão reativa usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa após 15 anos

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O Japão reativou parcialmente, nesta quarta-feira, 21, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, religando um de seus sete reatores. Esta decisão ocorre 15 anos após o desastre em Fukushima, que levou à desativação de todos os reatores nucleares do país, e foi aprovada pela Autoridade de Regulamentação Nuclear. A Tokyo Electric Power Company (Tepco) anunciou a operação do reator após a remoção das barras de controle às 19h02 do mesmo dia.

A retomada das operações da usina representa um marco na política energética japonesa, que busca reduzir a dependência da importação de energia. O projeto de reabertura inclui medidas de segurança, como a construção de um muro contra tsunamis e novos sistemas elétricos de emergência. No entanto, há resistência da população local, com 60% dos moradores da província de Niigata se opondo à reativação, segundo pesquisa recente, refletindo os temores remanescentes após o acidente de Fukushima.

Com a reabertura de Kashiwazaki-Kariwa, o Japão pretende aumentar a participação da energia nuclear na matriz elétrica, embora metas mais modestas tenham sido estabelecidas. Antes da crise nuclear, a energia nuclear representava quase 30% da eletricidade do país, e planos anteriores visavam elevar esse percentual para 50% até 2030. A nova estratégia busca que a energia nuclear atenda 20% das necessidades elétricas até 2040, mas os desafios de aceitação pública permanecem.

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