O ouro fechou em alta de 1,50% nesta quarta-feira (21), cotado a US$ 4.837,50 por onça-troy, em meio a crescentes tensões geopolíticas e preocupações fiscais globais. A aversão a riscos nos mercados financeiros tem impulsionado a busca por ativos considerados mais seguros, refletindo um cenário de incertezas persistentes nas principais economias. Essa valorização é evidenciada por um aumento acumulado de cerca de 11% desde o início de 2026.
Analistas da corretora Phillip Nova afirmam que a alta do metal precioso é resultado de uma realocação nos portfólios globais, em resposta à alta volatilidade nas relações comerciais, especialmente entre os Estados Unidos e a Europa. Além disso, a pressão no mercado de bônus, notadamente no Japão, tem alimentado a aversão a ativos americanos, o que mantém o ouro em evidência. A expectativa é que a valorização continue, com possíveis projeções de preços alcançando a faixa de US$ 5.000 por onça-troy.
O MUFG alerta que a turbulência no mercado de títulos soberanos do Japão intensificou os temores sobre a sustentabilidade fiscal de grandes economias. Esse ambiente de incerteza pode sustentar a demanda por ouro como ativo de proteção no curto prazo. Com o cenário global em constante mudança e as questões fiscais em destaque, a valorização do ouro parece estar longe de um término.

