Formação médica no Brasil enfrenta crise de qualidade alarmante

Rafael Barbosa
Tempo: 1 min.

A formação de novos médicos no Brasil enfrenta um quadro alarmante, com três em cada dez cursos de Medicina reprovados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Esses resultados indicam que muitos estudantes obtêm registro profissional sem a devida formação técnica e prática, colocando em risco a qualidade do atendimento à saúde.

A multiplicação de cursos de Medicina, sem a garantia de exigências mínimas de formação, acende um alerta sobre a banalização do ensino superior. Com 107 dos 351 cursos avaliados apresentando notas baixas, aproximadamente 28 mil estudantes estão se formando sem o domínio necessário para exercer a profissão. Essa crise não afeta apenas as instituições, mas também gera frustração entre os alunos e a sociedade, que espera um atendimento de qualidade.

O Ministério da Educação anunciou que as instituições reprovadas enfrentarão penalidades, incluindo a proibição de novas matrículas e redução de vagas. É imperativo que medidas corretivas sejam implementadas para evitar que a formação médica se torne um risco social. Sem uma reavaliação séria do sistema, o Brasil poderá enfrentar consequências graves na saúde pública, afetando diretamente a vida dos cidadãos.

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