O Ministério Público Federal (MPF) decidiu prorrogar por seis meses o grupo de trabalho responsável por investigar a qualidade dos cursos de medicina no Brasil. A criação deste grupo ocorreu em junho de 2025, em resposta ao aumento de denúncias sobre a abertura indiscriminada de escolas médicas e ao baixo desempenho de vários cursos em avaliações realizadas pelo Inep.
O grupo conta com a participação de representantes da Associação Médica Brasileira, do Conselho Federal de Medicina e da Academia Nacional de Medicina. Segundo dados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, 107 cursos de medicina apresentaram notas insatisfatórias, entre 1 e 2, o que resultará em restrições no FIES e na suspensão de novas vagas. Essas medidas visam garantir a qualidade do ensino e a formação de profissionais competentes.
A prorrogação do prazo do grupo de trabalho reflete a seriedade da situação, pois a educação médica é fundamental para a saúde pública. Com a continuação das investigações, espera-se que sejam implementadas melhorias significativas na formação dos futuros médicos do país. O MPF, ao ampliar a vigilância sobre o setor, busca proteger a saúde da população e assegurar que os futuros profissionais atendam a padrões adequados de qualidade.

