Uma pesquisadora do programa de mestrado em cultura e territorialidades da Universidade Federal Fluminense foi desligada após sua pesquisa sobre parditude gerar controvérsia nas redes sociais. Beatriz Bueno, de 28 anos, defende que o conceito de pardo não se enquadra na identidade negra, o que provocou reações negativas, especialmente de grupos antirracistas. A decisão foi comunicada em uma reunião online, nove meses após o início do curso, e a pesquisadora alega ser vítima de perseguição ideológica por parte da universidade.
Beatriz, que ganhou notoriedade após ser mencionada pelo rapper Mano Brown em um podcast, relata ter enfrentado um ambiente hostil e assédio na universidade. Ela foi desligada com base em justificativas como a falta de um orientador e reprovações em disciplinas. A UFF, por sua vez, afirma que a decisão se baseou em descumprimentos de normas acadêmicas e não está relacionada ao tema da pesquisa, garantindo que o processo respeitou o direito à ampla defesa.
A situação levanta importantes questões sobre a liberdade acadêmica e as tensões em torno da identidade racial no Brasil. A pesquisadora expressou a intenção de continuar sua pesquisa em outra instituição e critica o que considera um ambiente opressivo. O caso pode gerar um debate mais amplo sobre o papel das universidades na promoção de discussões sobre raça e identidade.

