Denúncias trabalhistas expõem falhas nas auditorias da Pop Mart

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Denúncias de violações trabalhistas surgiram em janeiro de 2026, envolvendo fábricas terceirizadas no sul da China que abastecem a Pop Mart, fabricante da boneca Labubu. As irregularidades, que incluem contratos incompletos e jornadas excessivas, levantaram sérias questões sobre a eficácia das auditorias independentes que deveriam assegurar padrões trabalhistas adequados. O caso chamou a atenção de investidores globais, temendo que essas falhas possam comprometer o valor de mercado da empresa, avaliado em US$ 45 bilhões.

As investigações revelaram que cerca de 4.500 trabalhadores foram afetados por práticas laborais inadequadas, incluindo o uso intensivo de mão de obra temporária. Especialistas em governança corporativa alertam que auditorias padronizadas falham em ambientes com alta terceirização, expondo um risco oculto que se torna evidente somente após denúncias externas. A situação se agrava à medida que as normas internacionais exigem crescente transparência sobre as práticas dos fornecedores, com potenciais repercussões legais e financeiras para a Pop Mart.

O impacto deste episódio pode ser significativo, não apenas em termos de reputação, mas também nas finanças da empresa, que pode enfrentar aumento nas despesas de conformidade e restrições de crédito. A pressão do mercado pode forçar a Pop Mart a reavaliar sua cadeia de suprimentos e implementar auditorias mais rigorosas e contínuas. O caso Labubu ilustra como falhas na supervisão podem rapidamente evoluir para crises sistêmicas, exigindo mudanças profundas nas operações e na governança da empresa.

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