Groenlandeses criticam exclusão em negociações sobre futuro da ilha

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Em Nuuk, capital da Groenlândia, a decepção e a frustração emergiram entre os moradores após um projeto de acordo sobre o futuro da ilha ser discutido sem a participação dos groenlandeses. O encontro, realizado em Davos entre Donald Trump e o secretário-geral da Otan, suscitou preocupações sobre a autodeterminação da população local, que se sente alijada das decisões que impactam seu futuro.

Líderes comunitários, como o capitão de embarcações Niels Berthelsen e o vice-primeiro-ministro Mute Egede, expressaram a necessidade de incluir a Groenlândia nas negociações. Eles afirmam que é inaceitável que acordos sejam feitos sem a consulta aos groenlandeses, ressaltando que o futuro da ilha deve ser decidido por seus cidadãos. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, tentou destacar que houve coordenação, mas a insatisfação persiste entre os groenlandeses.

As tensões aumentam à medida que a comunidade local questiona a transparência das conversas e o impacto que isso pode ter nas relações internacionais. Com a crescente atenção sobre a Groenlândia, os moradores se sentem vulneráveis e temem que seu território seja tratado como objeto de barganha. A situação ressalta a importância de um diálogo inclusivo e respeitoso em questões que afetam diretamente a vida da população da ilha.

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