A Venezuela anunciou uma injeção de 300 milhões de dólares no mercado cambiário, visando reduzir a disparidade com o dólar paralelo e enfrentar a inflação crescente. A intervenção, a primeira em meses, ocorre em um contexto de preços elevados e dificuldades econômicas que afetam significativamente a população. O governo busca estabilizar a economia e proteger os cidadãos dos impactos negativos das flutuações do mercado cambial.
Os recursos foram obtidos com a venda de petróleo a preço de mercado para os Estados Unidos, que têm desempenhado um papel crucial nas transações do setor. A expectativa gerada pela injeção de capital já contribuiu para a diminuição da diferença cambial, que havia chegado a 100%. No entanto, os comerciantes afirmam que a redução nos preços será gradual e dependerá do comportamento do dólar ao longo do tempo.
Analistas destacam que, embora essa injeção possa ser um passo positivo, é necessário um fluxo constante de divisas para evitar uma nova depreciação da moeda local. O diretor de uma consultoria financeira enfatiza que a redução dos preços deve ser alcançada por meio de uma política fiscal adequada, e não apenas pelo controle da taxa de câmbio. A situação econômica da Venezuela permanece crítica, com salários mínimos insuficientes e a população enfrentando sérias dificuldades financeiras.

